19 de mar de 2011

A história por trás das fotos da minha exposição! - parte 1

   Faltando 5 dias para a inauguração da minha exposição, ansiedade crescendo, tudo se encaminhando, graças a Deus, vou contar aqui para vocês o porquê dessas fotos serem tão especiais para mim. Além do fato de serem as primeiras que vou expor, nunca havia feito isso antes, essas são fotos quase miraculosas, porque tinha grandes chances de que não saísse foto alguma daquela viagem, e no fim não só saíram como ficaram maravilhosas!

  Bom, começando do começo então: Graças à maravilhosa (tá, eu sei...) low cost Ryanair, mais carinhosamente apelidada pelos espanhóis de "el bus volante", essa que vos fala foi parar em Milão pagando 8 euros ida e volta. Não estava planejando uma viagem mas com esse preço não resistí, tirei um findi prolongado e me fui. Perguntando as amigos o que tem para fazer em Milão, todos me respondem coisas do tipo "Milão não vale 5 dias, não tem muito o que ver, não tem muito o que fazer". Assim que pesquisando um lugar pertinho dalí para dar uma esticada resolvi ir à Veneza. E por uma coincidência maravilhosa do destino, justo nos dias do Carnaval. 
   Estava eu em Milão na véspera de ir para Veneza, vendo uma exposição do Roy Lichtenstein na Triennale quando o segurança me manda guardar a câmera, que fotos não eram permitidas. Eu estava só com a bolsa normal, porque a câmera vai sempre no pescoço mesmo, e disse que eu sabia e não iria tirar nenhuma foto mas mesmo assim ele insistiu. Resignada, guardei a câmera e fui ver os quadros. Quando saí, fui ao bar do café comprar algo para comer e quase caio dura quando ao tirar a carteira da bolsa, essa sai pingando, encharcada. Com as mãos tremendo, retiro a câmera de dentro da bolsa, a ligo e... monitor roxo. Tento uns comandos, nada, tela roxa, só isso. Tiro da bolsa que tinha virado uma banheira minha garrafinha d`água, antes cheia, agora vazia. Que pesadelo! Nesse ponto, literalmente sento na escadaria da Triennale e choro, com o agora cadáver da minha câmera nas mãos. Choro como se tivesse morrido alguém. Como eu iria para Veneza, para o carnaval de Veneza, sem câmera!?!  
  Um fotógrafo que passava por alí, comovido com a cena e desconfiando que tinha algo a ver com fotografia o motivo pelo qual eu me afogava em lágrimas num lugar público e lotado de gente, se aproxima. Ele não falava muito inglês, io non parlo italiano, mas de algum modo conseguimos nos comunicar e ele, sem muita esperança, me deu um endereço onde eu poderia tentar abrir a câmera e botar para secar. Passei mais de uma hora tentando achar o tal lugar, mas o transporte público em Milão é um inferno, meia duzia de linhas de metrô, aí tem que pegar ônibus, aí trem, e ninguém sabe dizer nem para que lado aquela linha vai. Derrotada, desisto e resolvo tentar aproveitar o que me restava do dia, que não era muito, já eram quase 5 horas da tarde e anoiteceria em pouco tempo, ainda mais porque o dia estava nublado com um chuvisco de neve que só tornava toda a situação mais dramática...

 CONTINUA NO PRÓXIMO POST.
  

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